terça-feira, 3 de dezembro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013


Não me diga não, não me diga o que fazer
Não me fale, não me fale de você 
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho

Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não me diga não
Olhos negros, olhos negros

(Barão Vermelho)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013


Eu tenho frio, clima que tornou-se tão concreto que hoje me pertence. Sinto falta do teu corpo quente na quinta-feira. Não me interessam as frias camisolas de cetim, de segunda a quinta me conforta sua camiseta de algodão esquecida propositalmente no canto esquerdo da cama. Juntos, nus, acordamos suados pelos corpos que queimaram na madrugada erotizada. Mas hoje, já fazem quatro dias, minhas pernas tremem de frio e ansiedade diante da espera desesperada pelo encontro de nossas carnes.


Bruna Berri

domingo, 15 de setembro de 2013


Sou aquele tipo de flor vermelha barata, comprada em qualquer feira, que não se nega a abrir para qualquer ameaça de raio de sol que surge no céu de algodão doce. Tenho a impressão que você me vê em preto e branco, que você é o dia cinza que me mata a sede. Temo que um dia as gotas salgadas que caem de nosso amor transbordem meu vaso pequeno, que minhas raízes se adaptem ao ambiente chuvoso. Talvez apodreçam em seu jardim. Meu monóxido de dihidrogênio. Embalagem de celofane que me sufoca.


Bruna Berri

terça-feira, 14 de maio de 2013



Fiquei pensando onde é que ela foi perdida, em qual estação-não-frequentada-por-viajantes-do-tempo foi esquecida. Lembrei de quando seu guarda-chuva vermelho partiu-se ao meio. Dizem que até hoje ela corre atrás do vento para tomar satisfações. 

Bruna Berri