Eu olhava de 15 em 15 minutos o meu celular. Esperando uma mensagem, uma ligação, qualquer notícia dele, de que ele pudesse estar voltando. Mas nada, parece que todas as pessoas do mundo resolveram me telefonar, mas ele não. Dói saber que não vou mais falar com ele. Na verdade, eu poderia, mas sei que não devo. Olhar para ele é colocar o dedo na ferida. Querer voltar a um lugar que não existia mais. Cometemos erros demais, isso nos matou. Nosso modo individualistas de seguir a vida nos colocava frente a frente a cada pequena pedra no caminho, e em vez de retirá-la, brigávamos.
Vou esquecê-lo, isso é fato. Quando? Eu não sei. Espero que logo.
Bruna Berri