segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Felicidade não se resume em palavras.


O meu sentimento é algo inexplicável, algo tão, tão... tão inexplicável. Se conseguisse resumir ele em palavras estaria mentindo e sendo injusto. Porque algo que eu não consigo guardar apenas para mim, algo que não sou capaz de conter, comprimir em palavras e esperar que eles causem o mesmo efeito do meu sentimento, seria, no mínimo, estupidez. Certas pessoas entram em nossa vida com a maior simplicidade e a incrível capacidade de marcá-las, de tal modo que imaginamos não conseguir viver longe dela, e para tornar a saudade suportável é por ti que fecho os olhos todas as noites e a tenho presente. Mas algo eu posso dizer com imensa sinceridade, que pretendo te levar pra sempre na minha vida, através de recordações boas dos momentos contigo que jamais esquecerei. E me lembrarei com orgulho. Só tenho a dizer: Obrigado por tudo!

Bruno Pereira Nikel

terça-feira, 1 de setembro de 2009


"Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração?"


Fernanda Young


"Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo."


Luis Fernando Veríssimo

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Então vai, continua, me congela por inteira.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Liberdade solitária


E lá estava Thomas de novo a desenhar-se vazio. Não desenhava seu corpo em si, mas sim a solidão que o habitava. Solidão da qual apreciava, da qual absorvia sabor doce, quase enjoativo. Não tão enjoativo a ponto de querer jogar fora, só por alguns momentos...
Thomas não era triste. Thomas não era nada, porque Thomas era tudo. Thomas era aquilo que decidia ser, no momento mais adequado. Nunca foi verdade. Sempre, sempre mentira. Desde criança... Desde quando esbanjava para seus primos a quantidade gigantesca de amigos que o embalava no balanço, ninguém via seus amigos, ninguém os enxergava. Ninguém, nem mesmo seu cachorro, acreditou em sua verdade. Até que Thomas deu-se por convencido, e acreditou na mentira alheia. Thomas mentia.
Não tinha apego à coisa nenhuma. Nunca chorou pela perda de alguém, a não ser a sua. Thomas sempre chorava quando se perdia, quando não sabia o que fazer. Thomas chutava a porta e depois ria, não faria nada, ele sabia.
Thomas pensava em viver sozinho, distante, numa montanha – com um lago se possível. Esperava ser esquecido pelo mundo, e assim, quem sabe poder esquecer o mundo também. Porque o mundo, para Thomas, era faca de dois gumes. E as cicatrizes, tão profundas que quase não se viam, o incomodavam constantemente.
Thomas aprecia a escrita, mas só escrevia morto. Sabia bem que as palavras só desenhavam-se no papel quando estava ferido, sangrando. E conhecia bem seu lado masoquista, apreciava sua dor.
Thomas não sentia por ninguém, e ninguém sentia por Thomas. E gostava disso, do desapego. Odiaria depender da vida de alguém, odiaria ainda mais se dependessem da sua. Thomas era livre, solitariamente livre. Solitariamente embalado por amigos inexistentes, era assim que Thomas gostava de viver. Solitariamente.

Bruna Berri