domingo, 15 de novembro de 2009

Inexatos


E se eu te contar que eu sempre te quis? E se eu te explicar que esse sempre quer dizer sempre mesmo? Sim, antes de nascermos, antes de sermos Bruna e Bruno, antes do antes que você está pensando. Você acreditaria em mim? Você acreditaria se eu te contasse que sei mais de você do que pensas que sei?
Meio improvável, quase impossível, talvez não, talvez sim, certamente. Não me importo, eu sei e sinto independente de quanto ou quando, sem data de fabricação ou prazo de validade.


Bruna Berri

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


"Todo dia a insônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito. E que a solidão é pretensão de quem fica escondido, fazendo fita."

Cazuza

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dilacerando sonhos


E veja só o amor me dilacerando por inteira; por cima, por baixo, dentro, fora, por todos os lados. Veja o quanto o amor mistura todos os sentimentos do mundo. Todos os sentimentos do mundo resumidos por você. E você, meu amor, você tem os fios vermelhos e azuis nas mãos e sabe bem o que fazer com eles. Sabe bem o que fazer comigo.
O amor desorganiza dias, e idéias, e momentos, e todos os sonhos. O amor destruiu o que tínhamos de mais relevante, o amor destrói a frieza, meu bem, destrói a razão. O amor nos deu a graça, nos devolveu a infância. O amor é tudo aquilo que eu sempre quis te falar e te mostrar e te sentir e te dar de vez em quando. E agora eu preciso tanto desse amor, preciso tanto de você e de todos os meus sonhos acordados. Preciso tanto de seu sorriso, de seu abraço, e de sua cara estou-bravo-mas-fique-por-perto que, caramba! Fica aqui até que meu coração pare de acelerar ao seu lado?


Bruna Berri

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Espera invísivel




Ele só volta às vezes, quando está curado. Sempre partiu destruído, em pedaços. Por que você o destrói? Não menina, você não vai reconstruí-lo dessa vez. Quando ele parte, parte sem planos para voltar, sem data de retorno. E se volta, não vai lembrar. Perda de memória recente? Talvez antiga, talvez nem perca.
Talvez só finja, porque você é uma farsa menina. Mas não se preocupe, não fosses a única...
Ele esqueceu quem é.
Veja só que curioso, ele não se lembra de nada. E talvez nem volta, nem venha, nem vá. Talvez ele não lembre porque só você lembra, menina. Só você sabe. Sabe como ele é, quando é, quanto é. Apenas você. Só.
E nunca vai apresentá-lo a seus pais e amigos, nunca irá levá-lo a lugar nenhum. Porque lugar nenhum, minha pequena, não existe. Lugar nenhum é onde ele está. Ou não está. E jamais saberá, jamais irá visitá-lo.
Mas como querer tão bem a ninguém? Diga-me como conseguisses esta façanha. Pare de esperar e entenda. Ele não vai voltar porque nunca existiu. E nunca existirá.

Bruna Berri

terça-feira, 13 de outubro de 2009


Entre a razão e a emoção eu escolhi você.