segunda-feira, 3 de setembro de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
(ABREU, C. F.)
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Sinto vontade de reencontrar as palavras que perdi não sei bem onde, não sei bem quando, não sei por quê. Às vezes releio e sinto uma leve dor no peito, não choro. Talvez as palavras se foram com as lágrimas. As lágrimas que não choro mais. Há dias, antes de fechar os olhos me questiono se não choro porque sou feliz, eu não sei. Tenho vomitado mais... Palavras, não venham tão rápido assim. Já não tenho toda aquela rapidez dos 14 anos, eu, que não iria jamais crescer, tenho cérebro e corpo de adulto chato. Com 14, me lembraram ontem, eu pausava uma conversa para desenhar bonecos e suas expressões faciais. Hoje, não consigo pausar uma conversa para pensar no que conversar. Eu vomito, constantemente, porque já não tenho forças para pensar no que estou fazendo. Pois não estou. Não consigo me encontrar em minhas palavras porque já não estou em lugar nenhum, já não sou pessoa nenhuma, já não produzo lembrança alguma. Já não sei se é quente ou frio o ar que eu respiro, ou se a comida que como está boa ou ruim. Sinto saudades de ter paz, e conseguir ser triste de vez em quando para poder ser muito feliz às vezes.
Bruna Berri
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um pinguinho de vermelho
terça-feira, 27 de março de 2012
Um sopro de vida
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